Ísis no EXOP Carranca 2025
No exercício operacional da Força Aérea Brasileira, a SARCORPS colocou seu modelo de deriva marítima à prova em cenários controlados com alvos reais no mar.
Por SARCORPS

O EXOP Carranca colocou planejamento, coordenação e execução SAR no mesmo ambiente de exercício. Foi nesse contexto que a SARCORPS realizou a prova de conceito do seu modelo de deriva marítima, comparando as áreas probabilísticas produzidas pelo Ísis com a localização observada de objetos lançados ao mar.

O exercício
Um ambiente criado para testar a capacidade SAR
O EXOP Carranca é um exercício operacional de Busca e Salvamento conduzido pela Força Aérea Brasileira. Ele reúne equipes, meios aéreos e cenários de missão para exercitar planejamento, coordenação, emprego de recursos e resposta em condições controladas.
Em Florianópolis, objetos foram infiltrados no mar para representar alvos em deriva. Isso permitiu confrontar a projeção do software com posições efetivamente observadas durante o exercício.
Nossa participação

SARCORPS e FAB
Tecnologia acompanhada por quem conhece a missão
A convite da FAB, a SARCORPS levou o Ísis para apoiar a criação e a leitura das áreas de busca dos cenários marítimos. A equipe trabalhou ao lado dos profissionais envolvidos no exercício, inserindo os dados disponíveis, projetando a deriva e apresentando os mapas probabilísticos para avaliação.
O objetivo não era fazer uma demonstração isolada de tela. Era verificar se o modelo conseguiria transformar vento, correntes, tempo e incerteza inicial em uma área útil para o planejamento.
A prova de conceito do modelo de deriva marítima

Modelo em avaliação
Da posição conhecida a uma distribuição de probabilidade
Em vez de representar a deriva por um único vetor médio, o Ísis usa simulação de Monte Carlo e propagação lagrangiana para acompanhar hipóteses de deslocamento ao longo do tempo. O resultado aparece como um mapa de calor, no qual a incerteza deixa de ser escondida e passa a orientar a concentração do esforço.
Nos ensaios, a posição real de cada objeto foi comparada com a massa de probabilidade gerada pelo sistema. Os três alvos documentados permaneceram dentro das regiões indicadas pelo modelo, inclusive no cenário com mais de 30 horas de deriva.
Pessoa na água
0,4 NM
Distância observada entre o alvo e o centro da distribuição após 10 horas de deriva.
Pessoa na água
1,7 NM
Distância observada após 23 horas, com o alvo ainda na massa central de probabilidade.
Bote de sobrevivência
6,0 NM
Distância observada após 30h20, com o bote dentro da região de maior probabilidade.
Resultado comum
3 de 3
Alvos documentados dentro das regiões probabilísticas produzidas pelo modelo.
Onde a eficiência apareceu
Segundo o relatório da prova de conceito, o ganho apresentado pelo Ísis, em relação às ferramentas então disponíveis no contexto do exercício, esteve na combinação entre automação, atualização temporal e leitura probabilística. O sistema reuniu em um mesmo fluxo dados ambientais, evolução da deriva, distribuição de probabilidade e dimensionamento da área para o esforço aéreo disponível.
01
Menos simplificação
O planejamento deixa de depender apenas de uma projeção estática por valores médios e passa a representar diferentes trajetórias plausíveis para o alvo.
02
Mais informação no mapa
O mapa de calor mostra onde a probabilidade se concentra e permite relacionar a área sugerida ao tempo de voo disponível para a saída.
03
Planejamento que evolui
A projeção pode avançar no tempo com dados atualizados, preservando a leitura de um cenário que continua mudando com vento e correntes.

Conclusão da POC
O que ficou demonstrado
O exercício mostrou que o modelo de deriva marítima da SARCORPS consegue transformar incerteza e dados ambientais em uma leitura espacial útil para o planejamento. Também mostrou algo mais simples, mas decisivo: a tecnologia pode chegar ao ambiente operacional, ser acompanhada por especialistas e produzir resultados que podem ser confrontados com a realidade do cenário.
É uma evidência de aplicação. Não encerra a avaliação do produto, mas oferece uma base concreta para novos ensaios, validação técnica e adoção responsável.